Açailandia-MA: Condenados por praticar crime de exploração sexual com duas meninas, aguardam julgamento final fora da cadeia.
- Nilton Cesar
- 15 de mai. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 16 de mai. de 2024
Os familiares das vitimas desde de 2007, data em que aconteceram os fatos, aguardam um deseixo final e torcem para que os culpados vão pra cadeia.

AÇAILANDIA - Aproveitando que dia 18 de Maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, vamos relembrar alguns casos de Exploração sexual envolvendo varias pessoas famosas de Açailandia, que mesmo sendo condenados ainda estão em liberdade.
O caso mais escandaloso que chamou atenção de todo o Estado, foi o episódio que ficou conhecido como “Caso Provita”. Na época dos fatos, as vítimas tinham entre 12 e 13 anos. Atuaram no caso a 4ª Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e Juventude de Açailândia, que teve como titulares na época, o promotor de justiça Gleudson Malheiros, e a 6ª Promotoria de Justiça Criminal, representada pela promotora Sandra Fagundes Garcia.
Entre os condenados na sentença assinada pelo juiz Pedro Guimarães Júnior, estão um ex-secretário municipal, um apresentador de TV, advogados e empresários. Todos eles receberam condenações com base no artigo 217-A do Código Penal (“Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos”), a oito anos de reclusão, com cumprimento inicial em regime semiaberto e possibilidade de recorrer em liberdade.
A Denúncia do MPMA aponta que as duas vítimas, que viviam em situação de vulnerabilidade social, foram aliciadas por Fabiano Souza Silva para “programas” em Açailândia e, posteriormente, em outras cidades como Imperatriz-MA e Teresina-PI. A situação perdurou por cerca de oito meses, até que as meninas foram resgatadas em uma ação do Conselho Tutelar de Açailândia.
O promotor Gleudson Malheiros destacou naquela época, a importante atuação da sociedade civil no acompanhamento de todo o processo, junto com o Ministério Público. A Igreja Católica de Açailândia, o Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos “Carmen Bascarán”, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e o Conselho Tutelar realizaram uma série de ações buscando o julgamento dos crimes.
Embora já tenha se passado bastante tempo em que se deu esses fatos, o processo ainda está vigente e corre em segredo de Justiça. Alguns desses e os réus, estão recorrendo as instancias superiores para tentarem se livrar da prisão, como é o caso do advogado "LUIS JAMES SILVA E SILVA", que enquanto aguarda uma decisão final sobre se vai ou não a prisão, resolveu agora advogar a favor do movimento de invasão de terras na região de Açailandia, que de acordo com relatos, ele exerce também o papel de ser um dos principais cabeças do movimento.





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